Bem-vindos ao meu mundinho encantado! :)
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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Dando sinal de vida

Prometi a um monte de gente que não voltaria pra cá, então não esperem que eu volte de vez.
Só apareci pra mostrar que não morri, que estou bem e feliz, bonita, feliz com meu peso e tudo o mais.
Ah, e casada e grávida.
Estou a dias de ver meu pequeno príncipe, e engordei só 8kgs (tdb neh), comendo normalmente, até um pouco demais como qualquer grávida...
Estou muito MUITO feliz. Tudo parece ter chegado ao final do meu conto de fadas. Casei com o principe, tudo o que eu mais quis está acontecendo agora.
Amo vocês.

Kisses
Cinderela

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Capítulo 2 - Cobras e calorias

Eu tinha um diário nessa época. Colocava lá toda minha rotina,  envolvendo dietas, quilos perdidos e medidas que diminuíam. -
Cheguei em casa meio fraca, olhei o espelho, que dizia o quanto eu era gorda, e deitei na cama com o livro no colo, angustiada.
Ouvi mais a vez a barriga roncar. Entrava um friozinho gostoso na janela. Sempre amei frio
 Puxei o edredom dos meus pés e abri o livro, minha parte preferida.
- Você devia comer. Sabe que precisa, não quer desmaiar ou algo assim, quer?
Era a voz de Marlon ao meu lado. Só mais um amigo imaginário. Ele aparecia quando eu precisava de um bom amigo, um bom conselho, uma "preocupação" de alguém que eu não pudesse mandar embora. Ele era meu melhor amigo. Eu achava que ele era meu anjo da guarda particular.
Não sei, eu as vezes acho que devia escutar você.
Ele riu.
- Sabe que sim. Se não comer, vão mandar você pro soro, o que não é nada bom.
- Não tenho medo de agulhas.
- Mas tem medo que descobrm você.
Engoli em seco. Ele tinha razão.
- Se eu comer 3 ou 4 bolachas...
- Não vai adiantar, sabe disso.
Dei de ombros. Claro que sabia.
Li 3 ou 4 páginas do livro, abaixei no colo e suspirei. Fiz as contas. Era quase duas horasda tarde, não comera nada hoje além da bala da Evilyn.
Segurei o diário, estacionado ao meu lado, no criado-mudo. Marquei 650kcal, contabilizando 60 da bala e 600 do almoço que eu ainda não comera.
Desci as escadas, vendo que podia cair de fraqueza a qualquer momento. Via tudo meio girando e fiz o possível pra chegar logo na cozinha. Fiz o prato contabilizando cem calorias de 2 colheres de arroz, 200kcal de um pedaço de galinha e 100kcal na salada cozida. Ótimo, só 400, pensei.
Comi devagar, mastigando o máximo possível cada garfada, sentindo nojo daquele cheiro que eu já perdera o costume de gostar.
Finalmente lavei o que tinha usado e tentei dizer a mim mesma que podia emagrecer sem colocar nada pra fora. Mas a força do hábito falou mais alto, e em minutos me vi ajoelhada em frente ao vaso sanitário, com a escova de dente na garganta, colocando pra fora o pouco que comi.
Deixei-me chorar por alguns minutos, certa de que minha vida estava sendo levada para lugar nenhum. Mas a obsessão não é algo que se livre facilmente.
***
Acordei desnorteada, sem saber o porquê dormi aquela hora da tarde. Mas é claro que era óbvio, estava sem dormir há três noites.
Tinha tido um sonho estranho. Eu estava no shopping com minha melhor amiga - ou  a que havia sido, em algum lugar remoto da infância. Ela escolhia sapatos, e eu, como nunca fui fã dessas coisas, dei atenção a uma loja de objetos diversos, e com duas cobras misturadas em cima da mesa, bem no centro da loja.
O único homem ali me entendeu. Usava um terno preto, uma gravata vermelha e era belo e elegante. Ele me sorriu e passou a me mostrar as coisas na loja, que eram simples. Relógios, fitas, DVD's e livros. Todas aquelas coisas me encantavam como se fossem barras de ouro.
- Te dou tudo isso de graça - o homem piscou um só olho - Se conseguir formar uma trança com essas cobras.
Estremeci. Nunca tive medo de cobras, mas também nunca mexi com elas. Resolvi tentar de todo o modo, afinal, valeria a pena. 
Na metade da tarefa, choraminguei e pensei em desistir. Como se soubesse, o vendedor me ofereceu ainda um anjinho de porcelana, um anel de asas e um amor.
Interessada no último prêmio, eu continuei até encontrar as cabeças, que tentavam me morder, e eu tive medo. Enfim, soltei.
- Não desiste ainda, se conseguir, além de todos os prêmios, te dou uma viagem.
Terminei a trança e fui picada pelas duas cobras.
Eu ainda não sabia, mas esse sonho bobo e maluco, era minha vida e meu futuro sendo narrado.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Entre todos os meus erros, encontrei você....

Oi, meninas. Sei que faz muito (mais muito mesmo) tempo que não venho por aqui. O motivo é gritante: eu me amo. Me acho linda, e estou pesando talvez uns 68kg (pra falar a verdade, não chego perto de uma balança a alguns meses), mas não me orgulho disso. Minha força de vontade pra emagrecer existe, e estou fazendo uma dieta (sem loucuras) para isso, com exercícios saudáveis. Quanto ao resto... Estou feliz. Tenho poucos amigos que amo, uma família com problemas normais, meu gato e meu cachorro. Um amor é algo que quero sim, e muito, mas não estou desesperada atrás.
Bem, mas voltei por um motivo. Vou iniciar um livro em homenagem ao grande amor da minha vida, contando toda nossa história, e vou postar aqui.
Então, vamos ao livro:

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Prefácio - Sobrevivi, agora vivo

Se está lendo isso, presumo que não tenha preconceitos absurdos contra os dois temas que vou tratar aqui.
Chamo-me Fran, sou atualmente alguém considerada adulta, e de fato o sou. Tive críticas fases em minha vida, e hoje sou o que chamariam de uma pessoa feliz. 
Houve uma época em que vivi como zumbi. Para quem assistiu o filme adolescente que o namorado zumbi da garota é curado e volta a viver, talvez você tenha uma ideia de tudo o que fui e sou. Eu não vivia. Passada meus dias e noites sem dormir nem comer, e pensando o tempo todo em comida, dietas  e números. Não tinha amigos, nem sonhos, nem metas, nem felicidade ou qualquer sentimento por mim mesma, a não ser o mais puro ódio. Afastei tanta gente da minha vida, que cada um que sumia era uma parte de mim que se ia, e eu ia morrendo aos poucos, até me transformar em zumbi: morta, apenas andando por aí.
Um dia, chegou alguém que mudou tudo. Um sol que iluminou meus dias, sem cessar a tempestade. Apesar de continuar mal e cheia de inimizades comigo mesma, ninguém pode negar que foi a partir do dia em que encontrei essa pessoa, que meu mundo deixou de ser morto, e passou a ser apenas problemático.
Se suas forças permitem, e você tem coração e fôlego o suficiente para ler, vá em frente. Se não tem, aproveite e folheie para o final. O fim dessa história pode ser mais surpreendente do que eu mesma 

Mais em breve!

terça-feira, 12 de março de 2013

Felicidade

Eu passei por tanta coisa. 
Bullying, abuso, leucemia, transtorno alimentar, mortes... A maioria não era verdade.
Passei por coisas horríveis, que me fizeram sofrer, me mataram por dentro. Nunca aconteceu? Não. Mas para mim, aqui dentro, ainda lembro. Sei que aos poucos estou esquecendo essas coisas que não era verdade, que eram estórias que a minha cabeça inventa. Aos poucos estou conseguindo ser feliz.
Sou feliz, sim. E não é porque tenho uma família maravilhosa, amigos incríveis, ou o namorado que eu pedi a Deus. Não é porque tenho uma vida boa, ou saúde de verdade, física e psicológica. Não é por nada disso, apesar de eu agradecer a Deus todos os dias por esses detalhes.
Estou feliz porque a felicidade está em mim. Faz parte de mim. Está aqui, para eu aproveitá-la.
Tudo está bem.







Com esse post me despeço desse blog, no intuito de me dedicar ao outro. Vou sentir falta disso aqui, de cada momento, de cada palavra amiga, cada conselho, nesses 3 anos, que vou guardar para sempre.
Vocês foram importantes demais para mim.

terça-feira, 5 de março de 2013

Preocupação

Odeio ficar preocupada. 
Não por egoísmo, claro que não. Se preocupar com as pessoas que eu amo é uma característica minha. Mas eu sempre me preocupo mais com os outros que comigo. Por quê?
A preocupação entristece, desgasta. Dá um frio na barriga, uma vontade de soltar um choro que não sai. Vontade de trocar de lugar com eles e morrer...
Minha melhor amiga está com um quadro de tuberculose. Parece que pode ser sintoma de alguma coisa maior (Deixo nas entrelinhas, não está tão difícil de traduzir). E meu namorado foi ameaçado de morte na minha frente por caras com o dobro da idade dele (eu acho). 
Faz o quê com essas informações. Finge que não está acontecendo?
Eu me preocupo até demais. Quando as coisas acontecem comigo, eu não fico tão preocupada assim.
Mas é porque morrer é melhor do que perder quem eu amo.